Por que criei esse blog?
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| Atividade realizada no projeto "Passos para o Futuro" |
Pra mudar é só começar! É com essa frase que dou largada nessa jornada de blog para contar um pouco de histórias. Recentemente criei um projeto que tem feito toda a diferença na vida de muitos jovens numa comunidade carente de Gravatá- PE. Através deste blog pretendo compartilhar ideias, vivências e os aprendizados adquiridos na ONG. Tenho me espelhado em Bel pesce, uma mulher empreendedora e cheia de ideias impactantes. Tenho visto que acreditar nos sonhos que se tem é o primeiro passo para se conseguir uma grande realização. Por muito tempo desacreditei nos meus próprios sonhos, achava que tudo estava distante do meu alcance, mas precisei levar muitos tombos na vida para acordar e perceber que eu estava enganado. Somos uma caixa de surpresas, quando pensamos fora da caixa até o que é impossível acontece.
Como tudo começou...
Estava assistindo uma aula de Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), ministrada pela Professora Joyce Beltrão, em que se debatia o empreendedorismo no ramo da Psicologia, quando me surgiu a ideia de criar um projeto de impacto social. Ao sair da aula fiquei pensando como estruturar o projeto, qual público-alvo seria destinado as atividades e de que forma eu poderia conseguir implantar as ideias e formalizá-las de modo concreto.
Até então tudo parecia confuso, mas eu estava entusiasmado e determinado para dar início no que mais tarde viria se chamar "Passos para o Futuro". Fazia pouco tempo que eu tinha sido despedido de uma empresa de distribuição de alimentos, passava maior parte do tempo em casa estudando ou assistindo TV, mas já estava cansado de viver no limbo do desemprego. No real, eu estava me acomodando, na zona de conforto, sem muitas expectativas, buscando culpar o universo pelas minhas frustrações.
Há um ditado popular que diz que "pedra que não rola, cria lodo", ou seja, passei uma boa parte da minha vida sendo esse lodo por não arriscar ou criar algo novo. Vi muitas pessoas sendo essa pedra que sai do lugar, inventando, reinventando, modificando o mundo com suas ideias, enquanto eu ficava parado assistindo tudo do sofá de casa.
Em 2006 conclui o ensino médio, aquele era o ano de muitas escolhas difíceis, principalmente no que diz respeito ao vestibular. Fiz meu primeiro vestibular para Ciência da computação, mas infelizmente não passei, o que tornou ainda mais complicado meu destino. Ou estudava ou começava a trabalhar, eu não teria outra escolha, foi então que comecei a trabalhar como ajudante num banco de empréstimos consignados.
O trabalho não era exatamente ficar sentado numa cadeira de escritório de frente ao computador, eu teria que entregar panfletos nas ruas e convencer as pessoas que fazer o empréstimo iria solucionar os problemas de suas vidas. Foi uma aventura e tanto, confesso que a vergonha foi grande, mas naquele momento era o que estava reservado pra mim.
Nasci numa família pobre, não tínhamos muitas oportunidades e o trabalho que aparecesse eu teria que aceitar. Com o tempo muita coisa foi mudando, inclusive de lugar. Mudei de cidade, de namorada, de trabalho, estava realmente fazendo uma faxina na minha vida. Em 2010 comecei um trabalho novo, tinha que tratar com clientes, fazer faturamentos e notas fiscais, diferentemente do primeiro emprego, agora eu estava numa cadeira de escritório de frente ao computador. Passei dois anos nesse emprego, foi uma jornada de muito aprendizado, mas eu precisava ir além.
Foi então que em 2012 fiz a prova do ENEM, tirei uma nota razoável, já que tinha passado bastante tempo fora da escola (2006). No ano de 2013 me inscrevi no PROUNI e ganhei uma bolsa de estudos para o curso de Psicologia, aquilo pra mim era um sonho, pois eu não teria condições alguma de pagar a mensalidade da faculdade. Menino pobre, vindo da zona rural, estudante de escola pública, agora alça voos que nem imaginava. É, a vida nos surpreende.
Na academia aprendi que precisamos devolver para a sociedade aquilo que aprendemos em sala de aula. Com isso em mente, acredito numa Psicologia solidaria, inovadora e transformadora. Foi então que no ano de 2016 convidei uma amiga do curso de Psicologia para criar um projeto que pudesse ser aplicado numa ONG no município de Gravatá-PE, o "Passos para o futuro" nascia com o objetivo de ajudar jovens do Grupo de Apoio aos Meninos de Rua (GAMR) a dar um passo novo.
Sobre o Projeto
O projeto “Passos para o futuro” nasce a partir do interesse de dois estudantes de Psicologia (Alberis Luís e Silvana Rodrigues) prestar serviço voluntário às Organizações Não Governamentais (ONG’s) do município de Gravatá/PE, com intuito de realizar atividades grupais que possibilitassem às crianças, jovens e adolescentes, inseridos em ONG’s, um despertar para profissões/carreiras corroborando no desenvolvimento pessoal e posteriormente profissional de cada participante. Analisando as instituições que trabalham com este público, foi destacado o Grupo de Apoio aos Meninos de Rua (GAMR) como espaço de potencial para exercer tais atividades, sobretudo pela importância do GAMR com ações de inclusão social e fomento à cultura e educação.
Segundo dados do UNICEF* no ano de 2015 cerca de 1,7 milhão de jovens estavam fora da escola no Brasil, sendo o Nordeste a região com maior número de abandono escolar. Esses dados refletem diretamente na vida profissional das pessoas, criando barreiras invisíveis entre os que tiveram pouco estudo em comparação aos que deram continuidade na escola.
Pensando nesses números, na falta de oportunidades que os jovens têm enfrentado no mercado de trabalho, principalmente jovens e adolescentes carentes, o “Passos para o futuro” é criado para contribuir e minimizar os danos que são causados pela falta de perspectiva profissional, sinalizando entre jovens e adolescentes a importância da qualificação, de conhecer as próprias aptidões para assim vencer os obstáculos de competitividade mercadológica.
Os passos que se pretende dar com as atividades grupais - mesmo que
mínimos - serão vias estratégicas que se somarão aos trabalhos já
existentes no GAMR. Portanto, o objetivo deste projeto é estimular nos
participantes uma visão de futuro ampliado, tanto para carreira
profissional quanto pessoal. Serão discutidos temas como; o que quero
ser quando crescer?; Currículo; meu primeiro emprego; conhecendo as
profissões; empreendedorismo; cursos técnicos disponíveis no município;
entre outros que poderão surgir a cada encontro.
O que é o GAMR?
O GRUPO DE APOIO AOS MENINOS DE RUA – GAMR, é uma Organização Não-Governamental, com fins não econômicos, situada no Bairro do Cruzeiro, na cidade de Gravatá-PE.
A entidade teve início em 1989, no Centro Social Urbano de Gravatá (órgão do governo do Estado de Pernambuco, para atendimento à população carente) contemplando, na ocasião, a crianças do Bairro do Jucá, mas conquistou personalidade jurídica em 08 de agosto de 1991.
Em 1992, após uma grande campanha de mobilização popular foi construída no Bairro do Alto do Cruzeiro a sua sede própria. Com a sede própria conseguiu-se efetivar os principais objetivos da entidade, atraindo meninos e meninas de rua, na faixa etária de 04 a 18 anos, que viviam nas ruas da cidade em situação de extrema vulnerabilidade social e, sistematicamente, levando-os a acreditar numa possibilidade de melhora e crescimento individual, longe dos vícios e livres das drogas.
O que é o GAMR?
O GRUPO DE APOIO AOS MENINOS DE RUA – GAMR, é uma Organização Não-Governamental, com fins não econômicos, situada no Bairro do Cruzeiro, na cidade de Gravatá-PE.
A entidade teve início em 1989, no Centro Social Urbano de Gravatá (órgão do governo do Estado de Pernambuco, para atendimento à população carente) contemplando, na ocasião, a crianças do Bairro do Jucá, mas conquistou personalidade jurídica em 08 de agosto de 1991.
Em 1992, após uma grande campanha de mobilização popular foi construída no Bairro do Alto do Cruzeiro a sua sede própria. Com a sede própria conseguiu-se efetivar os principais objetivos da entidade, atraindo meninos e meninas de rua, na faixa etária de 04 a 18 anos, que viviam nas ruas da cidade em situação de extrema vulnerabilidade social e, sistematicamente, levando-os a acreditar numa possibilidade de melhora e crescimento individual, longe dos vícios e livres das drogas.
*Disponível em: http://www.unicef.org/brazil/pt/media_24119.htm

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